Lojistas de materiais escolares estão otimistas

  • 16/jan/2020

As vendas de materiais escolares devem crescer em 2020. Mesmo com a recuperação da economia ainda lenta, lojistas estão investindo na diversificação de produtos e de marcas e oferecendo condições diferenciadas de pagamento para atrair os clientes e efetuar as vendas. Lojas especializadas no ramo esperam vendas até 20% maiores no período.

 

A economista da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), Ana Paula Bastos, explica que a demanda pelos itens escolares é maior entre janeiro e abril e as expectativas são positivas para este ano. “Com a retomada da economia e da geração de empregos, as pessoas começam a voltar para o mercado de consumo. A melhoria do otimismo também contribui para que as compras sejam feitas a prazo”, explicou Ana Paula.

 

A economista da CDL-BH explica que os lojistas devem investir na variação dos estoques, oferecer boas condições de pagamentos, descontos, divulgação dos produtos e bom atendimento, o que é considerado essencial para efetuar as vendas e também para fidelizar os clientes.

 

Diversificação de marcas – O gerente de marketing da Port Informática, Geraldo Melo, espera um acréscimo de 10% nas vendas de materiais escolares neste ano. Para alcançar o objetivo, a empresa – que tem quatro lojas em Belo Horizonte, uma em Betim e duas em Brasília – investiu na diversificação das marcas dos produtos, oferecendo itens em variadas faixas de preços.

 

Dentre os itens mais procurados na Port estão os materiais de escrita e os cadernos de personagens. “Nossa expectativa é positiva, esperamos uma alta de 10% nas vendas de materiais para a volta às aulas, frente igual período do ano passado. Além das mudanças que ocorreram na economia, estamos parcelando o material escolar em dez vezes e oferecendo desconto de 5% no pagamento à vista, o que facilita muito as compras, uma vez que o início do ano concentra gastos com férias e pagamento de impostos”, explicou Melo.

 

Na Conhecer Livraria e Papelaria, as vendas para a volta às aulas deste ano devem ficar cerca de 20% maiores que as registradas no mesmo intervalo do ano anterior. Segundo o gerente, Leonardo Alves Fantauzzi, além da recuperação da economia, o investimento na diversificação dos itens e das marcas têm sido fundamental para atender os consumidores e ampliar a comercialização.

 

“Estamos sentindo o consumidor mais otimista. Este ano, aumentamos o número de marcas, o que foi importante para diversificar os preços. Muitas famílias têm mudado o perfil de consumo, optando por itens com preços mais acessíveis, e estamos atendendo essa demanda”, disse.

 

Outra estratégia que tem ajudado a acelerar as vendas é a negociação de descontos e parcelamentos com cada cliente.

 

“Não temos uma fórmula pronta, atendemos cada cliente conforme a necessidade dele e isso vem trazendo bons resultados”, explicou Fantauzzi.

 

Leitura vai investir R$ 7 MI em novas lojas

 

Na Leitura, uma das mais tradicionais redes de livraria e material escolar do Estado, as expectativas também são favoráveis. Para o período de volta às aulas, é esperado um incremento de 7% a 8% na comercialização de produtos. A retomada da economia e o melhor ambiente de negócios têm estimulado os investimentos da rede, que, somente este ano, investirá mais de R$ 7 milhões na abertura de, pelo menos, mais sete lojas no País.

 

De acordo com o sócio-proprietário da Leitura, Marcus Teles, a movimentação nas lojas da rede já está maior que a observada no início de 2019. Entre os dias 2 e 8 de janeiro, houve um avanço de 7% na comercialização, o que deve ser mantido até o final da temporada da volta às aulas.

 

Para atender o consumidor, a empresa oferece produtos de diversas marcas e preços, procurando abranger todos os tipos de clientes. Também são oferecidos produtos exclusivos, lançamentos e itens diferenciados. Os produtos que devem puxar a comercialização são os cadernos – principalmente de personagens -, as mochilas e itens de escrita.

 

“Há uma vontade maior dos estudantes em escolher o material escolar, querem lançamentos e itens diferentes. A procura por novidades é muito grande. Nas lojas da rede, temos de 500 a 800 tipos de cadernos e canetas diferentes e com preços para todos os bolsos. Temos cadernos universitários que começam em uma faixa média de preços de R$ 7 até bem mais caros, que passam de R$ 30, temos lápis de R$ 0,50 a R$ 1,50”.

 

Outra estratégia é a opção do consumidor parcelar o material escolar em até dez vezes no cartão de crédito. “Nesta época do ano, a renda dos consumidores fica mais apertada pelas contas de início de ano, por isso, parcelamos os itens escolares. Também fazemos parcerias com escolas, temos várias listas de colégios para que o cliente chegue na loja e tenha todo o material disponível”, explicou Teles.

 

Com expectativas positivas em relação ao cenário econômico, serão investidos pelos menos R$ 7 milhões na abertura de seis a sete lojas em 2020. Até o momento, já foram fechados quatro contratos e outros dois estão em negociação. Ainda em janeiro, será aberta uma unidade em São Paulo, cidade que, até o final do ano, vai receber mais uma loja. Para Minas Gerais, já está confirmada a inauguração de uma unidade em Juiz de Fora. A unidade em Serra, no Espírito Santo, também será aberta em 2020. Estão em negociações lojas no Centro-Oeste e Nordeste do País.

 

“Estamos otimistas e acreditando na recuperação da economia nacional”, disse Teles.

 

Fonte: Diário do Comércio

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