Fevereiro 26, 2016

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CDL Itaúna, ACE Itaúna e Polícia Militar iniciam implantação da “Rede de Comerciantes Protegidos”

Foi realizada na manhã desta sexta-feira (26/02) no Edifício CDE, sede das entidades, reunião com empresários da cidade para implantação da “Rede de Comerciantes Protegidos”, com apoio do comando da Polícia Militar do município. Cerca de 50 pessoas participaram deste primeiro encontro, para início do cadastramento dos estabelecimentos interessados.

 

 

De acordo com o presidente da CDL Itaúna, Maurício Gonçalves Nazaré, este trabalho será fundamental para diminuir o índice de crimes praticados contra as empresas do município. “Estamos buscando a cada dia soluções que possam fazer a diferença para as empresas. Com apoio da Polícia Militar, certamente teremos grande adesão para formatarmos a Rede de Comerciantes Protegidos em Itaúna”, declara.

 

 

O Capitão Alexsandro da Polícia Militar apresentou aos empresários a dinâmica da “Rede de Comerciantes Protegidos”, bem como os próximos passos para implantação. Cada participante desta reunião recebeu 5 questionários para que distribua junto aos seus vizinhos comerciantes, formando assim ciclos que, após implantação, estarão interligados.

 

 

A próxima reunião acontecerá no dia 02 de março (quarta-feira), às 07h15, no Edifício CDE.

 

2016 02 26 - Reunião Implantação da Rede de Comerciantes Protegidos (11) 2016 02 26 - Reunião Implantação da Rede de Comerciantes Protegidos (19) 2016 02 26 - Reunião Implantação da Rede de Comerciantes Protegidos (21) 2016 02 26 - Reunião Implantação da Rede de Comerciantes Protegidos (30)

Fevereiro 26, 2016

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ACE Itaúna e CDL Itaúna oferecem o curso “Líder Coach”

Será realizado entre os dias 14 e 17/03, de 19 às 21h, no Edifício CDE, o curso “Líder Coach”, com a instrutora Tatyana Carvalho, que é mestranda em Gestão de Pessoas e Cultura Organizacional. A proposta do curso é possibilitar uma visão do processo de coaching nas empresas e competências necessárias para extrair o melhor de seus colaboradores, a fim de estimular a equipe a encontrar as melhores soluções, gerando o comprometimento e o autodesenvolvimento.

 
O curso terá como conteúdo programático os seguintes temas: Líder Coach no contexto organizacional; Competência do Líder Coach; Ferramentas de Coaching; A arte de fazer perguntas e fazer pensar; Feedback do Líder Coach; O impacto das crenças limitantes no sucesso; As rodas do Coaching; Os sistemas representacionais; Empoderamento de equipes; A atuação do Líder Coach no desenvolvimento de um time de alta performance; Foco no objetivo e o plano de ação.

 

 

Para mais informações sobre o curso e inscrições, interessados deverão entrar em contato com o setor de Educação pelos telefones (37)3249-1750 ou 3249-1751, ou ainda no Edifício CDE – Rua Cap. Vicente, 129, Centro – Itaúna-MG.

 

Fevereiro 26, 2016

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Sindimei promove o curso “Como Reduzir o Custo da Energia Elétrica”

Primeira ação do Programa de Desenvolvimento Associativo – PDA, realizada em 2016. Parceria firmada entre CNI, Fiemg e Sindimei.
O Sindimei – Sindicato Intermunicipal das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e do Material Elétrico de Itaúna realizou na manhã de quinta-feira (25), o Curso “Como Reduzir o Custo da Energia Elétrica”, ministrado pelo engenheiro eletricista brasiliense, Fábio Sales Dias. O curso contou com a presença de 27 representantes das indústrias associadas ao Sindimei e à Associação Comercial e Empresarial de Itaúna – ACE.
Dias abordou temas como o custo da energia elétrica no Brasil, estrutura tarifária, modalidade de contratação, eficiência energética através das instalações elétricas, transformadores e sistemas de iluminação. Demonstrou também o que pode ser feito de forma eficaz para a redução dos custos com energia elétrica na indústria.

 

 

O Sindimei, em parceria com as entidades integrantes do CDE (ACE Itaúna, CDL Itaúna, Aconita e Sicoob Centro-Oeste), realizou a ação com o apoio incondicional da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais – Fiemg, através da Assessoria de Relações Sindicais, garantindo assim, o sucesso total do evento.

 

Sindimei 1

Fevereiro 19, 2016

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Curso: Como reduzir o custo da Energia Elétrica?

Curso - Como Reduzir o Custo da Energia Elétrica

Fevereiro 19, 2016

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ACE Itaúna e CDL Itaúna oferecem o curso “Gerência de Aquisições”

Será realizado no Edifício CDE nos dias 02, 03, 07 e 08/03, de 19 às 21h, o curso “Gerência de Aquisições”, com o instrutor Ângelo José Braga. A proposta do curso é capacitar as pessoas que lidam com gerenciamento de compras de produtos e serviços, permitindo a elas a visão dos processos e ferramentas a serem utilizados para que se obtenha melhores resultados nos processos de aquisição.

 

O curso terá o seguinte conteúdo programático: O que são requisitos; Critérios de aceitação; Definindo os requisitos de serviços; Definindo os requisitos de produtos; Definindo os limites de variação de qualidade; Declaração do trabalho; Critério de avaliação de fornecedores; Documentos de aquisição; Tipos de contratos; Análise de make or buy; Mapa de aquisições; Plano de gerenciamento de aquisições; Como lidar com os riscos de aquisições; Critério de avaliação da aquisição; Documentação para aquisições; Relatórios de desempenho das aquisições; Matriz de ponderação para facilitar a decisão de compra; Avaliação do fornecedor; Estratégias de negociação; Linguagem corporal.

 

Para mais informações e inscrições, interessados devem entrar em contato com o setor de Educação e Desenvolvimento das entidades através dos telefones (37)3249-1750 ou 3249-1751, ou ainda no Edifício CDE, localizado na Rua Cap. Vicente, 129, Centro – Itaúna.

 

Fevereiro 19, 2016

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Os números da crise: Quase 100 mil lojas fecharam as portas no varejo

Crise impacta, inclusive, os grandes varejistas e reduz número de lojas em praticamente todo o País.

 

Diante da maior crise registrada pelo varejo nos últimos 15 anos, estudo realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostra o fechamento líquido de 95,4 mil lojas com vínculo empregatício em 2015. Os números representam um balanço final do ano, de acordo com os dados de dezembro do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Previdência Social. O volume corresponde a uma retração de 13,4% nos estabelecimentos comerciais que empregam ao menos um funcionário. Nem mesmo as grandes lojas do varejo foram poupadas. Nos últimos 12 meses esses estabelecimentos registraram recuo de 14,8%.

 

De acordo com a Confederação, o fechamento das lojas está diretamente associado à queda no volume das vendas. “O levantamento evidencia a dimensão da crise no varejo, que afetou todos os setores, inclusive os grandes, que, teoricamente, têm mais capacidade de enfrentar o quadro recessivo. Além disso, chama a atenção porque ela está presente praticamente no País inteiro”, avalia Fabio Bentes.

 

Fechamento de lojas por setores

 

Todos os segmentos do varejo apresentaram queda no número de lojas, destacando-se, em termos relativos, os ramos mais dependentes das condições de crédito, tais como: materiais de construção (-18,3%), informática e comunicação (-16,6%), móveis e eletrodomésticos (-15,0%).

 

Em termos absolutos, no entanto, hipermercados, supermercados e mercearias foi o segmento que teve a maior redução no número de lojas em relação a 2014. Foram 25,6 mil estabelecimentos fechados no ano passado, de um setor que reponde por um em cada três pontos comerciais do País. Esse segmento e o de lojas de vestuário e acessórios responderam por quase metade (45,0%) das lojas que saíram de operação.

 

Redução de estabelecimentos por estado

 

O estudo revela, ainda, que das 27 unidades da Federação apenas uma não apresentou queda no número de lojas: Roraima. Espírito Santo foi o Estado mais afetado (-18,5%), seguido por Amapá (-16,6%) e Rio Grande do Sul (-16,4%). Os Estados de São Paulo (-28,9 mil), Minas Gerais (-12,5 mil) e Paraná (-9,4 mil) responderam, juntos, por mais da metade (53,3%) da queda no número de estabelecimentos.

 

De acordo com dados mais recentes da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE, de janeiro a novembro de 2015 o varejo registrou retração de 8,4% no conceito ampliado, que incorpora os resultados do comércio automotivo e de materiais de construção, superando o primeiro recuo em 15 anos, verificado em 2014 (-1,6%).

 

Fonte: O negócio do varejo

Fevereiro 19, 2016

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Juros mais altos entre sete estados afetam o varejo mineiro

Os juros médios cobrados nos crediários em Minas Gerais atingiram a casa dos 94,71% ao ano, em janeiro. A taxa supera a média nacional (92,29%) e é a mais alta entre os sete estados pesquisados, o que tem prejudicado o comércio mineiro. Com o dinheiro mais caro, em um momento de recessão econômica, o consumidor tem reduzido as compras afetando os resultados do setor.

 

O estudo, feito pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), foi divulgado ontem e revela alta das taxas de juros em todas as modalidades de crédito. No caso específico dos crediários, feitos na aquisição de mercadorias variadas, a elevação tem ocorrido em todos os segmentos.

 

Em Minas Gerais, os juros médios dessa operação ficaram em 5,71% no mês, totalizando 94,71% no ano. Em janeiro de 2015, a taxa mensal estava em 5,61% e a anual, em 92,51%. Em todo o Brasil, os juros cobrados sobre o crediário fecharam em 5,60% no mês e 92,29% no ano. No mesmo período do exercício anterior era 5,50% e 90,12%.

 

Segundo o diretor de estudos e pesquisas econômicas da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira, o mau momento do mercado mineiro é o que justifica a maior taxa cobrada no Estado. “Se olharmos as taxas de São Paulo vamos ver que a taxa é mais baixa porque a competição é maior. Onde o comércio é mais forte a tendência é que as taxas cobradas sejam menores”, afirma. São Paulo e Brasília foram as que apresentam as menores taxas dentre as localidades pesquisadas, sendo a anual de 89,04% e no mês, de 5,45% de ambos.

 

Inadimplência – Outro componente que pode ser uma justificativa para a maior taxa mineira é a inadimplência no Estado. Onde há mais risco de “calote”, o custo do dinheiro fica mais alto como forma de segurança para os bancos. Somente na Capital, segundo dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), a inadimplência cresceu 4,69% em 2015 frente a 2014.

 

Para o economista da Federação do Comércio do Estado de Minas Gerais (Fecomércio Minas) Guilherme Almeida, a elevação das taxas de juros agrava o quadro recessivo em que o comércio se encontra. “O setor vem apresentando baixas taxas de volume de vendas e os juros impactam nisso. Com o crédito mais caro, as pessoas que já estão com a renda comprometida com o orçamento familiar, tendem a postergar o consumo”, afirma.

 

O impacto maior, segundo Almeida, seria sobre os segmentos que comercializam bens duráveis, como eletroeletrônicos e veículos. Por se tratarem de compras com valores mais altos, é mais comum a utilização de crediário. E uma taxa de juros elevada, encarece muito o produto, fazendo com que o consumidor desista ou adie a aquisição.

 

Quando analisados os juros cobrados nos crediários por segmentos, os que apresentam as maiores taxas anuais são: artigos de ginástica (142,74%), decoração (135,27%) e artigos do lar (130,84%). A taxa cobrada em crediários de eletroeletrônicos é de 92,29% e de veículos, de 31,37%.

 

Fonte: Diário do Comércio

Fevereiro 5, 2016

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Deferido o registro Sindical do Sindicato do Comércio Varejista de Itaúna

O Ministério do Trabalho e Emprego publicou no dia 01 de fevereiro de 2016, no Diário Oficial da União, o deferimento do pedido de registro sindical do Sindicato do Comércio Varejista de Itaúna para representar todo o comércio varejista do município.

 

O Sindicato do Comércio, criado dentro da CDL Itaúna há cerca de 5 (cinco) anos, vai trazer inúmeros benefícios para os empresários do comércio varejista de Itaúna, tais como defender os interesses da categoria econômica e promover a negociação coletiva, somando ainda a outros benefícios já concedidos pela CDL Itaúna, fortalecendo de forma contundente o comércio local.

 

Foram 5 (cinco) anos de muito trabalho para conseguir tal aprovação, sendo realizadas dezenas de reuniões e viagens à FECOMÉRCIO-MG e ao Ministério do Trabalho e Emprego em Brasília, que culminaram na aprovação do registro deste Sindicato.

A Diretoria atual do Sindicato do Comércio Varejista de Itaúna é composta dos seguintes empresários: Presidente: Alexandre Machado Maromba; Diretor Secretário: Alessandro Daniel Guerra; Diretor Tesoureiro: Nilson José de Faria; Diretores Suplentes: Jorge Vasconcelos dos Reis, Thiago Oliveira e Silva, Vânia de Faria Parreiras; Conselho Fiscal Efetivo: Luiz Henrique Gomes Magalhães, Paulo Lúcio Moreira, Eliane Maria Batista Fonseca; Conselho Fiscal Suplente: Marilda Aparecida de Oliveira, Júlio da Costa Fernandes, Renata Cândido de Pádua.

 

Para o Presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Itaúna, Alexandre Maromba, “o sucesso se deve pelo trabalho, empenho e dedicação de todos nós, juntamente com a FECOMÉRCIO-MG e a CDL-Itaúna. Apesar de ser apenas um começo, tenho o sentimento de dever cumprido e de que manteremos um profundo e esperançoso olhar para o futuro profícuo deste Sindicato, que atuará firmemente na defesa dos interesses do comércio local e na sua profissionalização”.


Segundo Dr. Tiago Antunes, advogado da CDL Itaúna, e que atuou na força tarefa para aprovação do Sindicato, “o comércio local ganhou um presente que lhe trará mais forças para alcançar grandes conquistas e fomentar ainda mais a economia local”.

 

Agora, com o deferimento do registro sindical do Sindicato do Comércio Varejista de Itaúna, pelo Ministério do Trabalho e Emprego, deverá ser realizada cerimônia de inauguração oficial do Sindicato que começará seus trabalhos em defesa do comércio local.

 

Todas as ações serão em conjunto com a FECOMÉRCIO-MG e a CDL Itaúna, entidades estas que foram de fundamental importância em todo este processo. Em breve serão informadas as próximas ações a serem tomadas.

 

Fevereiro 5, 2016

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SPC Brasil dá dicas de como agir em caso de perda ou roubo de documentos no carnaval

Os feriados prolongados como o Carnaval são épocas propícias para as pessoas perderem documentos ou serem vítimas de roubos. Perder a carteira de identidade ou o CPF pode se tornar uma dor de cabeça se os documentos caírem na mão de golpistas. Para os especialistas do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), o primeiro passo para diminuir o risco de ser vítima de algum tipo de golpe é evitar levar documentos pessoais e importantes, quando o folião for curtir o Carnaval.

 

“O ideal é carregar apenas o essencial e manter tudo protegido de assaltantes, principalmente onde a concentração de pessoas é maior como nos blocos de rua, nos ensaios de escolas de samba, em festas ou em casas noturnas”, explica José Vignoli, educador Financeiro do SPC Brasil. “É importante também anotar em outro lugar os dados do cartão e do cheque, além do telefone do serviço de atendimento ao consumidor do banco”.

 

Importância de fazer um boletim de ocorrência

 

A economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, também reforça a importância de registrar um boletim de ocorrência. “O consumidor pode se precaver entrando em contato com o Procon [Instituto de Defesa do Consumidor] mais próximo e com o balcão do SPC Brasil de sua cidade”.

 

“Com isso, os estabelecimentos comerciais são informados do problema ao consultarem a base de dados do SPC Brasil, o que inibe a atuação de terceiros mal intencionados, que tentam utilizar o CPF perdido para fazer realizar compras”, explica a economista.

 

Dicas para evitar fraudes:

1 – Leve só os documentos extremamente necessários para curtir a festa. Se possível, deixe os cartões em casa e leve dinheiro;

 

2 – Guarde seus pertences em compartimentos seguros, preferencialmente junto ao corpo;

 

3 – Anote os dados dos seus cartões de crédito e o número do serviço de atendimento ao consumidor do seu banco ou de sua operadora de cartão;

 

4 – Em caso de perda, furto ou roubo, registre imediatamente um boletim de ocorrência, comunique o fato ao banco e bloqueie seus cartões. Depois do feriado, procure o Procon mais próximo e comunique a perda ou o roubo no SPC Brasil de sua cidade, com inclusão de um alerta de documento. Acesse o site: https://goo.gl/mnomnx

 

Fonte: CNDL

Fevereiro 5, 2016

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Após dois anos de recessão, cenário econômico deve melhorar em 2017

Após dois anos de recessão, a economia brasileira deve voltar a registrar crescimento em 2017, graças à ajuda do setor externo e, caso seja bem sucedido, ao plano de concessões em infraestrutura do governo. Esta é a avaliação de boa parte dos profissionais do mercado financeiro que acredita em um Produto Interno Bruto (PIB) positivo, ou pelo menos, não negativo, no próximo ano. Por outro lado, há riscos para a concretização deste cenário, como os de ordem política e também a implantação de medidas econômicas que já deram errado no passado recente.

 

Conforme analistas, a base de comparação fraca com o PIB de 2016, que segundo o mais recente Boletim Focus deve cair 3%, pode favorecer a expectativa de recuperação em 2017. Além disso, já existem evidências de que a queda da atividade chegou ao fundo do poço, como a estagnação da piora da confiança dos empresários e da alta nos níveis dos estoques da indústria. A recuperação, contudo, deverá ser lenta uma vez que a indústria, bastante debilitada, ainda tem de se reestruturar, retomando investimentos, para reconquistar mercados no exterior.

 

“Nos próximos anos o que vai puxar o crescimento é a demanda externa. Alguns indicadores antecedentes já mostram alguma estabilidade do pessimismo, entre eles os de demanda por exportação”, diz o presidente da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e Globalização Econômica (Sobeet), Luis Afonso Lima, cuja previsão para o PIB de 2017 é de alta de 1,5%. “Alguns empresários já estão conseguindo fazer a transição para mercado externo, diante do consumo interno baixo. O câmbio desvalorizado também ajuda”, completou.

 

Num primeiro momento, diz o economista, a retomada das exportações deve vir pelos produtos básicos, commodities agrícolas e metálicas, em que o País já tem tradição, uma vez que itens de maior valor agregado exigem investimentos que levam tempo para maturar.

 

Lima também vê o plano de concessões em infraestrutura como uma boa janela de oportunidade para o crescimento, que deve estimular o investimento estrangeiro. “No mundo todo, as empresas estão buscando oportunidades de expansão. Em 2015, o volume de Investimento Direto no País (IDP) foi elevado e houve melhora qualitativa, passando de serviços para indústria e agropecuária. O plano de concessões em 2016 abre as portas para estes investimentos”, disse.

 

Para o economista-chefe da Kinea Investimentos, Luis Fernando Horta, “sem sombra de dúvida”, o setor externo deve evitar uma deterioração adicional do PIB à frente. “A alta do dólar ajuda um pouco, já que aumenta a competitividade das empresas brasileiras, mesmo diante de problemas com custo Brasil, que se mantém elevado”, avaliou.

 

Indício – A partir do segundo trimestre deste ano, Horta estima que a economia brasileira começará a dar algum sinal de melhora, com o PIB se estabilizando até o quarto trimestre. “A confiança da indústria e do consumidor parou de piorar. Parece que há um início de melhora nas variáveis de confiança”, justificou. Apesar de reconhecer que o nível dos estoques ainda está elevado, o economista da Kinea ressalta que o setor industrial sinaliza estar fazendo alguma correção, na tentativa de retomar a produção.

 

Para a Kinea, o PIB deve fechar este ano com queda de 3,00% e pode voltar a crescer em 2017, com taxa positiva estimada entre 0,80% e 1,00%. No entanto, pondera que há risco de a estimativa ser revisada para baixo. Horta afirma que se algumas medidas implementadas pelo governo no passado, que “não deram certo”, como as de estímulo ao crédito e as demais medidas “não convencionais” de estímulo à economia, forem retomadas, pode prevalecer o chamado ‘voo de galinha’.

 

Simão Silber, professor da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP), acredita que a economia irá atingir o fundo do poço em algum momento do terceiro trimestre deste ano para, depois, dar início a um processo de melhora paulatina. “As empresas estão começando a se organizar para aumentar as exportações, por causa do câmbio e devido ao enfraquecimento da demanda interna”, disse. Em sua visão, o País também conta com alguns estímulos em andamento, por meio de concessão de aeroportos, rodovias e ferrovias, além de gastos do governo que podem injetar recursos no longo prazo.

Fonte: Diário do Comércio